Separatismo

Por que?

Porque temos uma História própria, grandiosa, e paralela à do Brasil, na qual buscamos nosso próprio desenvolvimento.

Porque temos dignidade e não temos que estar submissos às ordens e decisões de outros povos e estados.

Porque tratando-se da formação de um novo país, não existe lógica em alegar a Constituição do próprio país objeto do rompimento.

Porque temos direito de criar nossas próprias leis, segundo nossos valores culturais.

Porque Brasil e São Paulo são povos peculiares, e não temos que ser submissos a um país com valores contrastantes aos nossos e decisões que não refletem a nossa sociedade

Porque  concedemos todo tipo de benefício ao Brasil e brasileiros, ao final somos ofendidos com afirmações como se São Paulo é que devesse aos mesmos.

Porque não obstante as agressões a São Paulo, o Brasil censura nossas manifestações e persegue nosso povo.

Porque não sentimos liberdade para nos expressar, sofremos censuras e intimidações.

Porque os demais estados nos ditam governos que não elegemos; e somos punidos como criminosos por expressar isto.

Porque um povo não é obrigado a estar submisso a um país que o oprime.

Porque união depende de vontade mútua e benefício recíproco.

Porque somos humilhados com desigualdade de tratamento, unilateralismo e relativismo de direitos.

Por que estamos fartos de sermos no Brasil seres de segunda categoria, com voz insignificante em nossas queixas, com o Estado apoiando livres insultos e discriminações.

Porque o Separatismo é uma luta contra o Racismo praticado pelo Brasil e brasileiros contra o povo paulista.

Porque no decorrer dos séculos o Brasil somente nos deu subtração, depredação, usurpação, descaracterização, desrespeitos. Não queremos mais nosso estado e povo saqueados, depredados, em uma sujeição forçada a este país.

Porque somos escravos do brasileiro, com 90% dos tributos federais que pagamos enviados para fora de nosso estado; e somos calados com ameaças judiciais se nos expressamos

Porque somos colônia fornecedora de recursos, e cumpridores de ordens de outros estados.

Porque a submissão é incompatível com a nossa grandeza e dignidade.

Porque nascemos para ser soberanos como povo e como indivíduos.

Porque queremos respeito a nossa História, identidade e cultura.

Pelo direito de dirigir nosso próprio destino.

 

 

Como pretendem atingir o Separatismo?

É importante de antemão salientar que, quando se deseja o Separatismo de um país, é obviamente, de todos os elementos que o formam, especialmente sua Constituição, a qual não há lógica proibir o rompimento consigo própria. Visto que o desejo dos povos de se agruparem como uma Nação antecede a formação dos Estados. Algo como: “não permito você se separar de mim”.  Como quem quer impedir as pessoas de cogitar a hipótese, quando se fala em Independência, surgem “alertas constitucionais” de “especialistas” e ameaças de “uso da força” jurídica. Estas contrariam o próprio princípio de não querer mais pertencer a isto tudo. Motivos e insultos praticados pelo Brasil contra São Paulo não faltam para reforçar este direito.

Somente o fato de uma Constituição proibir a vontade de povos que não desejem permanecer ligado a ela, ja é um grande motivo para não se querer mais fazer parte desta tirania racista.

Vindo a se tornar um clamor popular, se encontraria meios. O maior desafio é fazer com que se se espalhe a idéia até este ponto. O sentimento já existe há muito tempo no paulista, falta a consciência para exigi-lo. Para atingir a a população em grande escala, o meio ideal seria, de alguma forma, a ‘carona’ em veículos de grande massa. Supondo que o tema já estivesse mais abrangente na população, como romper os grilhões que nos amarram ao feitor?

Obviamente não surgirá alguém que dirá “Independência ou morte”, e no dia seguinte São Paulo amanhece um País Independente. “O povo reivindica e o Brasil assina”, meramente. Tampouco órgãos internacionais apóiam secessões; do contrário, o mundo se tornaria extremamente instável. O que determina a que país se pertence atualmente é:  1) A quem se está sujeito às leis. 2) A quem se paga tributos. Ou seja, os vínculos políticos e econômicos. Se nos são aplicadas as leis brasileiras, estamos sob governo do brasil. Ainda que o povo deseje o separatismo, a estrutura de Estado ainda estaria nos aplicando as leis brasileiras. Como passar de estar sob governo do Brasil a um governo do país paulista? O que precisa mudar?

Utilizando a própria Constituição do atual Brasil, há 3 artigos-chave. Os Artigos 149 e 153 descreve os tributos que são pagos pelos cidadãos ao governo federal, a origem de sua receita. O Artigo 22 trata do monopólio federal de legislar sobre os estados.

Nós temos o direito de exigir que os tributos que pagamos não sejam tomados para locais fora de nosso estado. E sim passe para a competencia das receitas estaduais. O governo é formado a partir de um grupo de indivíduos que o constitui para representar sua vontade, assim são criados códigos e leis. Se este grupo tem um desejo oposto ao que lhe é imposto por este Estado, isto é Violação ao princípio e Escravidão, portanto inaceitável.

O Independentismo somente pela Economia, pelo envio de impostos, sem que o paulista tenha o sentimento de preservar o que é seu, apenas faria de São Paulo um Brasil menor; ainda mais atraente economicamente a exploradores e arruinado culturalmente. Antes é preciso reavivar sua identidade.

Não se tem uma resposta de como pode se desenrolar de fato o Separatismo. Mas talvez atingir o pilar destes artigos seria um possível bom começo.

Claro que não cabe “pedir” ao Brasil que mude isto, esperando suas próprias regras, sendo o algoz com quem se quer romper. Através de denúncias de violações a órgãos internacionais, é preciso forçar o Brasil a respeitar Direitos Humanos. Assim começar enfraquecer os grilhões que nos submetem. Liberdade não se pede de joelhos.

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Nós paulistas estamos afirmando nosso direito de fazer nossas próprias leis em nosso próprio país, e não ter leis que nós não queremos impostas de fora por pessoas que não elegemos.

Uniao decorre de vontade mutua. Se um povo fornece os impostos, e outro lhe determina governos, e’ total direito do nosso povo decidir seu proprio governo. Nao temos que ser submissos as ordens e vontades de outras regioes. Temos dignidade de nao ser seus escravos.

 

Movimento São Paulo para os Paulistas

 

 

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